Dorsal Atlântica
Formação .Os futuros membros do Dorsal Atlântica, cursavam o pré-vestibular em 1981 quando fundaram a banda “Ness” para o sarau no final de ano do colégio “Acadêmico” fundado e mantido por professores militares em pleno regime de exceção no bairro de Botafogo no Rio de Janeiro. Covers de Ted Nugent, Kiss, Made In Brazil e Black Sabbath deram o tom da festa de arromba. Carlos Lopes entrou com a cara pintada como Gene Simmons do Kiss. Daquela noite em diante, decidiram ser roqueiros de fato e fizemos o circuito da cidade, ainda dominada por hippies e músicos que não os entendiam porque o público certo para a - emergente - Dorsal nem sequer havia surgido. Ainda no início da década de 80, Carlos colocou o dedP em uma página qualquer de uma enciclopédia e “Dorsal Atlântica” foi sorteado, aleatoriamente. Em seus devaneios artísticos, copiou a ideia do movimento dadaísta, que herdou a nomenclatura de forma idêntica. Em 84, um amplificador velho e diversos álbuns de selos foram vendidos para bancar a metade do split Ultimatum, lançado no primeiro dia do Rock In Rio I, em 85.Antes do Fim Mil novecentos e oitenta e seis foi o ponto de partida para a gravação do primeiro disco solo da Dorsal por uma gravadora paulistana - apesar de São Paulo demorar a entender nossa proposta de letras poéticas, hardcore e cabelos compridos -, que se chamou Antes do Fim, álbum que vendeu oficialmente 3.000 cópias, mas segundo a firma que prensava a bolacha, o LP vendeu mais de 10.000 - devidamente não pagas, para deleite dos proprietários das matrizes. Capa censurada e uma gravação feita às pressas porque os produtores não tinham onde cair mortos. Shows e mais shows até a abertura do espetáculo dos ingleses do Venom no ginásio do Maracanãzinho em dezembro de 86. Muitos tapas nas costas de vários e rejeição por parte da imprensa, que continuava a não entender a banda.
Dividir e Conquistar Dividir e Conquistar, gravado em 87 e lançado no ano seguinte, é a alcunha do segundo trabalho da Dorsal gravado com mais tempo, mas com (quase) igual inexperiência e um pouco mais de maturidade musical. O público queria mais rápido (também, culpa nossa), mas a Dorsal queria evoluir e ousar. A nova gravadora (agora, carioca) chamada “Heavy”, era uma das duas lojas/selos cariocas que existiam na época. Milhões de habitantes e duas lojas… “Pérolas” do cancioneiro como “Metal Desunido”, “Tortura” e “Violência é Real” mostravam um novo caminho a seguir. O “mauvimento” já começava a mostrar suas rachaduras, com uma clara divisão entre os mais radicais - que sempre estavam “certos”, ou pelo menos, eram aqueles que gritavam mais alto - e o pessoal do heavy associado aos anos 70. No templo carioca do metal - o Caverna - havia o “salão de power metal” onde ninguém ria ou levantava a cabeça. Os headbangers radicais agitavam as correntes ao som de Hellhammer e Running Wild.Dividir ganhou um batalhão de colocações nos melhores do ano de 88 na Rock Brigade e permitiu que a banda viajasse pelo país, sendo recebida por centenas de pessoas, com faixas de boas-vindas, nos aeroportos de Manaus, Teresina e Belém.Volta do Dorsal Atlântica em 2012.Carlos Lopes, após passar mais de uma década sendo cobrado pelos fãs, resolveu contactar os integrantes da formação clássica, Claudio Lopes e Rabicó (Hardcore) e tentar uma volta da banda, mas o intento era financeiramente inviável. O guitarrista, numa atitude pioneira, apostou em uma nova modalidade de empreendimento: o "crowd funding", uma espécie de "pré-venda". A proposta seria de gravar um álbum novo, e ainda confeccionar camisetas e livros capa dura, entre outros itens, com apoio coletivo dos fãs da banda. No início do projeto, o guitarrista deixou claro que a campanha teria prazo pré-determinado para seu término, como em todos os projetos do site mediador. Após muito esforço, divulgação e, claro, a indispensável ajuda dos fãs, o jogo virou nos últimos dias, e o sonho se tornou realidade. A meta de R$ 40.000 foi atingida, ultrapassando em quase 30% o valor mínimo estipulado. Agora, cada fã que contribuiu com o projeto receberá o CD, com o nome dos apoiadores no encarte, camiseta, livro, e/ou outros itens, de acordo com a contribuição na campanha. O álbum finalmente foi gravado, intitulado 2012, e a data de lançamento foi de Dezembro de 2012.
Formação .Os futuros membros do Dorsal Atlântica, cursavam o pré-vestibular em 1981 quando fundaram a banda “Ness” para o sarau no final de ano do colégio “Acadêmico” fundado e mantido por professores militares em pleno regime de exceção no bairro de Botafogo no Rio de Janeiro. Covers de Ted Nugent, Kiss, Made In Brazil e Black Sabbath deram o tom da festa de arromba. Carlos Lopes entrou com a cara pintada como Gene Simmons do Kiss. Daquela noite em diante, decidiram ser roqueiros de fato e fizemos o circuito da cidade, ainda dominada por hippies e músicos que não os entendiam porque o público certo para a - emergente - Dorsal nem sequer havia surgido. Ainda no início da década de 80, Carlos colocou o dedP em uma página qualquer de uma enciclopédia e “Dorsal Atlântica” foi sorteado, aleatoriamente. Em seus devaneios artísticos, copiou a ideia do movimento dadaísta, que herdou a nomenclatura de forma idêntica. Em 84, um amplificador velho e diversos álbuns de selos foram vendidos para bancar a metade do split Ultimatum, lançado no primeiro dia do Rock In Rio I, em 85.Antes do Fim Mil novecentos e oitenta e seis foi o ponto de partida para a gravação do primeiro disco solo da Dorsal por uma gravadora paulistana - apesar de São Paulo demorar a entender nossa proposta de letras poéticas, hardcore e cabelos compridos -, que se chamou Antes do Fim, álbum que vendeu oficialmente 3.000 cópias, mas segundo a firma que prensava a bolacha, o LP vendeu mais de 10.000 - devidamente não pagas, para deleite dos proprietários das matrizes. Capa censurada e uma gravação feita às pressas porque os produtores não tinham onde cair mortos. Shows e mais shows até a abertura do espetáculo dos ingleses do Venom no ginásio do Maracanãzinho em dezembro de 86. Muitos tapas nas costas de vários e rejeição por parte da imprensa, que continuava a não entender a banda.
Dividir e Conquistar Dividir e Conquistar, gravado em 87 e lançado no ano seguinte, é a alcunha do segundo trabalho da Dorsal gravado com mais tempo, mas com (quase) igual inexperiência e um pouco mais de maturidade musical. O público queria mais rápido (também, culpa nossa), mas a Dorsal queria evoluir e ousar. A nova gravadora (agora, carioca) chamada “Heavy”, era uma das duas lojas/selos cariocas que existiam na época. Milhões de habitantes e duas lojas… “Pérolas” do cancioneiro como “Metal Desunido”, “Tortura” e “Violência é Real” mostravam um novo caminho a seguir. O “mauvimento” já começava a mostrar suas rachaduras, com uma clara divisão entre os mais radicais - que sempre estavam “certos”, ou pelo menos, eram aqueles que gritavam mais alto - e o pessoal do heavy associado aos anos 70. No templo carioca do metal - o Caverna - havia o “salão de power metal” onde ninguém ria ou levantava a cabeça. Os headbangers radicais agitavam as correntes ao som de Hellhammer e Running Wild.Dividir ganhou um batalhão de colocações nos melhores do ano de 88 na Rock Brigade e permitiu que a banda viajasse pelo país, sendo recebida por centenas de pessoas, com faixas de boas-vindas, nos aeroportos de Manaus, Teresina e Belém.Volta do Dorsal Atlântica em 2012.Carlos Lopes, após passar mais de uma década sendo cobrado pelos fãs, resolveu contactar os integrantes da formação clássica, Claudio Lopes e Rabicó (Hardcore) e tentar uma volta da banda, mas o intento era financeiramente inviável. O guitarrista, numa atitude pioneira, apostou em uma nova modalidade de empreendimento: o "crowd funding", uma espécie de "pré-venda". A proposta seria de gravar um álbum novo, e ainda confeccionar camisetas e livros capa dura, entre outros itens, com apoio coletivo dos fãs da banda. No início do projeto, o guitarrista deixou claro que a campanha teria prazo pré-determinado para seu término, como em todos os projetos do site mediador. Após muito esforço, divulgação e, claro, a indispensável ajuda dos fãs, o jogo virou nos últimos dias, e o sonho se tornou realidade. A meta de R$ 40.000 foi atingida, ultrapassando em quase 30% o valor mínimo estipulado. Agora, cada fã que contribuiu com o projeto receberá o CD, com o nome dos apoiadores no encarte, camiseta, livro, e/ou outros itens, de acordo com a contribuição na campanha. O álbum finalmente foi gravado, intitulado 2012, e a data de lançamento foi de Dezembro de 2012.
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